Cinco anos depois, a organização testa seus primeiros novos Grand Masters e consolida uma estrutura própria. Um guia para quem lê no Brasil e na América Latina.
Enquanto este texto é escrito, a GTMA, sigla para Global Traditional Martial Arts, celebra cinco anos de existência em Little Rock, no Arkansas, sede da organização. Chief Master Ken Reynolds testou hoje para 9º dan durante o Global Celebration 2026, e deve ascender a Grand Master no evento do ano que vem. É um bom momento para entender o que essa organização realmente é, o que é o G-Shim, o estilo de taekwondo que ela pratica, e como ela chegou a esse ponto.
O que é, de fato, o G-Shim Taekwondo
G-Shim é o nome do estilo de taekwondo praticado dentro da GTMA. Não se trata de uma arte marcial nova, mas de um currículo reconstruído a partir do zero pelo Grand Master G.K. Lee, fundador da organização, com base em décadas de experiência acumulada. Não foi elaborado no início da carreira dele, e sim depois dos cinquenta anos de idade.
A estrutura do G-Shim segue a lógica do Sam-Taegeuk, dividindo o desenvolvimento do praticante em três dimensões: mente, que envolve habilidades de liderança para a vida, corpo, que envolve condicionamento físico e nutrição, e alma, que é a própria prática do taekwondo. O currículo técnico inclui seis formas, os poomses, para as faixas coloridas, e nove formas para as faixas-pretas, todas desenhadas para serem executadas tanto a mão livre quanto com armas.
Essa escolha filosófica faz mais sentido quando vista dentro de um quadro maior. O taekwondo, como tradição, é uno na origem, mas se ramificou em múltiplos galhos ao longo das décadas, e cada um desses galhos evolui à sua própria velocidade. Uns permanecem mais próximos do tronco original, outros se distanciam mais, e não há problema nenhum nisso. Nos últimos anos, o próprio Kukkiwon, sede mundial do taekwondo e responsável pelo currículo técnico oficial da modalidade, renovou por completo seu currículo de defesa pessoal, com audiência pública realizada em janeiro de 2020 para debater o tema. Vale a ressalva de que o braço olímpico do esporte, a World Taekwondo, é uma organização distinta, dedicada à competição, e não ao estilo em si. Dentro do Songahm, o estilo da ATA em que G.K. Lee se formou e chegou a presidir antes de fundar a GTMA, técnicas de solo, joelhadas e cotoveladas foram incorporadas ao longo do tempo, num diálogo claro com o Muay Thai e o Krav Maga. O risco não está em atualizar a técnica. Está em perder, no meio dessa atualização, o Do, o caminho, a filosofia que explica de onde cada estilo veio. É provavelmente por isso que G.K. Lee escolheu o Sam-Taegeuk como eixo filosófico do G-Shim, uma forma de garantir que a modernização técnica nunca apague a conexão com a origem.
Um dos pontos centrais defendidos pela organização é que o G-Shim não seria voltado apenas para performance ou memorização, mas para aplicação real de autodefesa, com ênfase em tornar as técnicas mais acessíveis para praticantes com limitações físicas, e para uma faixa etária ampla, dos cinco aos noventa anos, segundo a própria GTMA.
“Não estou mudando o nome, continua sendo Tae Kwon Do, sendo transmitido e continuando a se tornar um produto ainda melhor”, afirmou G.K. Lee em entrevista à Martial Arts World News, ao explicar que o G-Shim não rompe com a tradição coreana, mas busca atualizá-la para as necessidades de hoje.
Essa filosofia aparece de forma explícita no discurso da organização sobre a diferença entre artes marciais voltadas ao esporte de combate, como o MMA, e a tradição que a GTMA reivindica para si. Para Lee, a ênfase apenas na luta esvazia o propósito histórico das artes marciais tradicionais, que sempre envolveu também caráter, disciplina interna e desenvolvimento da pessoa como um todo, e não apenas a capacidade de vencer um oponente.
Como a GTMA se organiza
A estrutura de licenciamento da GTMA é dividida em níveis. Escolas que testam menos de cinquenta alunos por ciclo de exame são classificadas como clubes. A partir de cinquenta e um alunos por ciclo, passam a ser consideradas escolas. Ambas as categorias têm direito ao uso da propriedade intelectual da organização, às marcas registradas e à participação nos treinamentos oferecidos.
Além desse núcleo, existe um programa de afiliados, voltado para escolas que praticam outros estilos, como Krav Maga, Jiu-Jitsu Brasileiro ou Karatê, e que desejam acessar benefícios da GTMA sem adotar o currículo G-Shim. É uma diferença relevante em relação a outras organizações de taekwondo mais fechadas, a GTMA declara explicitamente que não exige uso do próprio currículo como condição para parceria comercial.
O discurso institucional da organização se apoia em três frentes: propriedade intelectual exclusiva, o próprio currículo G-Shim e os personagens do programa infantil Shadow Moogi, por exemplo, parcerias comerciais, com marcas como FUJI Sports para uniformes e equipamentos, e com a Carlos Machado Jiu-Jitsu para um programa de jiu-jitsu licenciado, e o que a própria GTMA chama de intangíveis, eventos, cultura de comunidade e experiências como o Global Celebration, seu encontro anual.
A organização também mantém uma fundação sem fins lucrativos, a H&L Hope Foundation, voltada a conceder subsídios a alunos ou escolas que lidam com deficiência física ou cognitiva.
Os Grand Masters da segunda geração
Em julho de 2022, a GTMA promoveu quatro de seus Founding Chief Masters ao título de Grand Master, numa cerimônia realizada durante o Global Celebration daquele ano, em Kissimmee, na Flórida. O grupo, apelidado de Fab Four, reúne Todd Lee Droege, Stephen Westbrook, Daniel Longoria e Marilyn Niblock, esta última a primeira mulher a alcançar o título de Grand Master dentro da organização. Juntos, os quatro somam mais de duzentos anos de experiência combinada em artes marciais.
Esse grupo, hoje listado como Founding Masters no site oficial da GTMA, forma, ao lado da Grand Master Kathy Lee na presidência, a liderança atual da organização. E o grupo está prestes a crescer de novo. Chief Master Ken Reynolds, hoje Diretor de Instrução da GTMA, testou nesta quinta-feira para 9º dan durante o Global Celebration 2026, o que deve o levar ao título de Grand Master no evento do ano que vem. É um sinal de uma organização que, cinco anos depois de nascer, começa a amadurecer seus próprios quadros de mais alta patente, muitos deles vindos, como o próprio G.K. Lee, de posições relevantes dentro da ATA.
Os embaixadores
À medida que a GTMA cresce fora dos Estados Unidos, ganham peso as figuras responsáveis por representar a organização em cada região. Duas delas merecem destaque para o leitor latino-americano.
Chief Master Sean Smith é faixa-preta 8º dan em Taekwondo e faixa roxa em Brazilian Jiu-Jitsu. Antes de integrar a GTMA, teve papel relevante dentro da própria ATA. Hoje atua como instrutor, palestrante motivacional e consultor de marketing especializado no setor de artes marciais, combinando técnicas tradicionais de defesa pessoal com conteúdo voltado para liderança e autoconfiança.
Chief Master Ricardo Valiño, argentino, é faixa-preta 8º dan e o embaixador oficial da GTMA para a América do Sul. É também dono de escola em Gainesville, na Flórida. Sua atuação já inclui a organização de campeonatos regionais, como um Panamericano de Taekwondo realizado na Argentina, que reuniu competidores de países como Argentina, Estados Unidos, Paraguai, Brasil, Uruguai e Chile sob o olhar do próprio Grand Master G.K. Lee.
Como isso impacta para quem lê no Brasil e na América Latina
Para escolas brasileiras e latino-americanas avaliando uma afiliação internacional, a experiência da GTMA ilustra um modelo específico dentro do universo das organizações de taekwondo: um currículo próprio, mas aberto a estilos externos através do programa de afiliados, uma estrutura de licenciamento que não distingue valores entre escolas grandes e pequenas, e um discurso que tenta equilibrar tradição coreana com uma linguagem de negócio mais moderna.
A representação oficial da GTMA no Brasil hoje está concentrada na conta @gtmabrasil, no Instagram, que se descreve como responsável por conectar instrutores e academias à tradição da organização no país. Para quem quiser saber mais sobre como treinar ou como fazer parte, é por ali que a conversa começa.
Español latinoamericano
Qué es el G-Shim, y qué es hoy la GTMA
Cinco años después, la organización examina a sus primeros nuevos Grand Masters y consolida una estructura propia. Una guía para quien lee en Brasil y en América Latina.
Mientras se escribe este texto, la GTMA, sigla de Global Traditional Martial Arts, celebra cinco años de existencia en Little Rock, Arkansas, sede de la organización. Chief Master Ken Reynolds se examinó hoy para 9º dan durante el Global Celebration 2026, y debería ascender a Grand Master en el evento del año que viene. Es un buen momento para entender qué es realmente esta organización, qué es el G-Shim, el estilo de taekwondo que practica, y cómo llegó hasta aquí.
Qué es, en realidad, el G-Shim Taekwondo
G-Shim es el nombre del estilo de taekwondo que se practica dentro de la GTMA. No se trata de un arte marcial nuevo, sino de un currículo reconstruido desde cero por el Grand Master G.K. Lee, fundador de la organización, sobre la base de décadas de experiencia acumulada. No fue elaborado al comienzo de su carrera, sino después de los cincuenta años de edad.
La estructura del G-Shim sigue la lógica del Sam-Taegeuk, dividiendo el desarrollo del practicante en tres dimensiones: mente, que involucra habilidades de liderazgo para la vida, cuerpo, que involucra acondicionamiento físico y nutrición, y alma, que es la propia práctica del taekwondo. El currículo técnico incluye seis formas, los poomses, para los cinturones de color, y nueve formas para los cinturones negros, todas diseñadas para ejecutarse tanto a mano libre como con armas.
Esa elección filosófica cobra más sentido dentro de un panorama mayor. El taekwondo, como tradición, es uno en su origen, pero se ramificó en múltiples ramas a lo largo de las décadas, y cada una de esas ramas evoluciona a su propio ritmo. Unas permanecen más cerca del tronco original, otras se alejan más, y no hay ningún problema en eso. En los últimos años, el propio Kukkiwon, sede mundial del taekwondo y responsable del currículo técnico oficial de la disciplina, renovó por completo su currículo de defensa personal, con una audiencia pública realizada en enero de 2020 para debatir el tema. Vale la aclaración de que el brazo olímpico del deporte, la World Taekwondo, es una organización distinta, dedicada a la competencia, y no al estilo en sí. Dentro del Songahm, el estilo de la ATA en el que G.K. Lee se formó y que llegó a presidir antes de fundar la GTMA, técnicas de suelo, rodillazos y codazos fueron incorporadas con el tiempo, en un diálogo claro con el Muay Thai y el Krav Maga. El riesgo no está en actualizar la técnica. Está en perder, en medio de esa actualización, el Do, el camino, la filosofía que explica de dónde viene cada estilo. Es probablemente por eso que G.K. Lee eligió el Sam-Taegeuk como eje filosófico del G-Shim, una forma de garantizar que la modernización técnica nunca borre la conexión con el origen.
Uno de los puntos centrales que defiende la organización es que el G-Shim no estaría orientado solo a la performance o la memorización, sino a la aplicación real de la autodefensa, con énfasis en hacer las técnicas más accesibles para practicantes con limitaciones físicas, y para un rango etario amplio, de los cinco a los noventa años, según la propia GTMA.
“No estoy cambiando el nombre, sigue siendo Tae Kwon Do, transmitiéndose y convirtiéndose en un producto todavía mejor”, afirmó G.K. Lee en entrevista a Martial Arts World News, al explicar que el G-Shim no rompe con la tradición coreana, sino que busca actualizarla para las necesidades de hoy.
Esa filosofía aparece de forma explícita en el discurso de la organización sobre la diferencia entre las artes marciales orientadas al deporte de combate, como el MMA, y la tradición que la GTMA reivindica para sí. Para Lee, la énfasis exclusiva en la lucha vacía el propósito histórico de las artes marciales tradicionales, que siempre involucró también carácter, disciplina interna y desarrollo integral de la persona, y no solo la capacidad de vencer a un oponente.
Cómo se organiza la GTMA
La estructura de licenciamiento de la GTMA está dividida en niveles. Las escuelas que examinan a menos de cincuenta alumnos por ciclo se clasifican como clubes. A partir de cincuenta y un alumnos por ciclo, pasan a considerarse escuelas. Ambas categorías tienen derecho al uso de la propiedad intelectual de la organización, a las marcas registradas y a la participación en los entrenamientos ofrecidos.
Además de ese núcleo, existe un programa de afiliados, orientado a escuelas que practican otros estilos, como Krav Maga, Jiu-Jitsu Brasileño o Karate, y que desean acceder a los beneficios de la GTMA sin adoptar el currículo G-Shim. Es una diferencia relevante respecto de otras organizaciones de taekwondo más cerradas, la GTMA declara explícitamente que no exige el uso de su propio currículo como condición para una alianza comercial.
El discurso institucional de la organización se apoya en tres frentes: propiedad intelectual exclusiva, el propio currículo G-Shim y los personajes del programa infantil Shadow Moogi, por ejemplo, alianzas comerciales, con marcas como FUJI Sports para uniformes y equipamiento, y con Carlos Machado Jiu-Jitsu para un programa de jiu-jitsu licenciado, y lo que la propia GTMA llama intangibles, eventos, cultura de comunidad y experiencias como el Global Celebration, su encuentro anual.
La organización también mantiene una fundación sin fines de lucro, la H&L Hope Foundation, destinada a otorgar subsidios a alumnos o escuelas que enfrentan alguna discapacidad física o cognitiva.
Los Grand Masters de la segunda generación
En julio de 2022, la GTMA promovió a cuatro de sus Founding Chief Masters al título de Grand Master, en una ceremonia realizada durante el Global Celebration de aquel año, en Kissimmee, Florida. El grupo, apodado Fab Four, reúne a Todd Lee Droege, Stephen Westbrook, Daniel Longoria y Marilyn Niblock, esta última la primera mujer en alcanzar el título de Grand Master dentro de la organización. Juntos, los cuatro suman más de doscientos años de experiencia combinada en artes marciales.
Ese grupo, hoy listado como Founding Masters en el sitio oficial de la GTMA, forma, junto a la Grand Master Kathy Lee en la presidencia, la conducción actual de la organización. Y el grupo está a punto de crecer de nuevo. Chief Master Ken Reynolds, hoy Director de Instrucción de la GTMA, se examinó este jueves para 9º dan durante el Global Celebration 2026, lo que debería llevarlo al título de Grand Master en el evento del año que viene. Es una señal de una organización que, cinco años después de nacer, comienza a madurar sus propios cuadros de mayor rango, muchos de ellos provenientes, como el propio G.K. Lee, de posiciones relevantes dentro de la ATA.
Los embajadores
A medida que la GTMA crece fuera de los Estados Unidos, ganan peso las figuras responsables de representar a la organización en cada región. Dos de ellas merecen destacarse para el lector latinoamericano.
Chief Master Sean Smith es cinturón negro 8º dan en Taekwondo y cinturón morado en Brazilian Jiu-Jitsu. Antes de sumarse a la GTMA, tuvo un papel relevante dentro de la propia ATA. Hoy se desempeña como instructor, orador motivacional y consultor de marketing especializado en el sector de artes marciales, combinando técnicas tradicionales de defensa personal con contenido orientado al liderazgo y la autoconfianza.
Chief Master Ricardo Valiño, argentino, es cinturón negro 8º dan y el embajador oficial de la GTMA para Sudamérica. También es dueño de una escuela en Gainesville, Florida. Su trabajo ya incluye la organización de campeonatos regionales, como un Panamericano de Taekwondo realizado en Argentina, que reunió a competidores de países como Argentina, Estados Unidos, Paraguay, Brasil, Uruguay y Chile bajo la mirada del propio Grand Master G.K. Lee.
Por qué esto importa para quien lee en Brasil y en América Latina
Para escuelas brasileñas y latinoamericanas que están evaluando una afiliación internacional, la experiencia de la GTMA ilustra un modelo específico dentro del universo de las organizaciones de taekwondo: un currículo propio, pero abierto a estilos externos a través del programa de afiliados, una estructura de licenciamiento que no distingue valores entre escuelas grandes y pequeñas, y un discurso que intenta equilibrar la tradición coreana con un lenguaje de negocios más moderno.
La representación oficial de la GTMA en Brasil hoy está concentrada en la cuenta @gtmabrasil, en Instagram, que se describe como responsable de conectar a instructores y academias con la tradición de la organización en el país. Para quien quiera saber más sobre cómo entrenar o cómo formar parte, es ahí donde empieza la conversación.
English
What Is G-Shim, and What Is GTMA Today
Five years after, the organization is testing its first new Grand Masters and consolidating a structure of its own. A guide for readers in Brazil and Latin America.
As this text is being written, GTMA, short for Global Traditional Martial Arts, is celebrating five years of existence in Little Rock, Arkansas, the organization’s headquarters. Chief Master Ken Reynolds tested today for 9th dan during Global Celebration 2026, and is expected to rise to Grand Master at next year’s event. It is a good moment to understand what this organization really is, what G-Shim is, the style of taekwondo it practices, and how it got here.
What G-Shim Taekwondo Actually Is
G-Shim is the name of the taekwondo style practiced within GTMA. It is not a new martial art, but a curriculum rebuilt from scratch by Grand Master G.K. Lee, the organization’s founder, drawing on decades of accumulated experience. It was not developed early in his career, but after he turned fifty.
The structure of G-Shim follows the logic of the Sam-Taegeuk, dividing the practitioner’s development into three dimensions: mind, which involves life leadership skills, body, which involves physical conditioning and nutrition, and soul, which is the practice of taekwondo itself. The technical curriculum includes six forms, the poomses, for color belts, and nine forms for black belts, all designed to be performed both empty-handed and with weapons.
That philosophical choice makes more sense within a bigger picture. Taekwondo, as a tradition, is one at its origin, but it branched into multiple limbs over the decades, and each of those limbs evolves at its own pace. Some stay closer to the original trunk, others drift further away, and there is nothing wrong with that. In recent years, the Kukkiwon itself, the world headquarters of taekwondo and the body responsible for the discipline’s official technical curriculum, completely overhauled its self-defense curriculum, holding a public hearing in January 2020 to discuss the matter. It is worth noting that the sport’s Olympic branch, World Taekwondo, is a separate organization, dedicated to competition, not to the style itself. Within Songahm, the ATA style in which G.K. Lee trained and which he came to preside over before founding GTMA, ground techniques, knee strikes, and elbow strikes were incorporated over time, in clear dialogue with Muay Thai and Krav Maga. The risk is not in updating the technique. It is in losing, in the middle of that update, the Do, the path, the philosophy that explains where each style came from. That is probably why G.K. Lee chose the Sam-Taegeuk as the philosophical axis of G-Shim, a way of making sure technical modernization never erases the connection to its origin.
One of the central points the organization makes is that G-Shim is not meant to be about performance or memorization alone, but about real self-defense application, with an emphasis on making techniques more accessible to practitioners with physical limitations, and to a wide age range, from five to ninety years old, according to GTMA itself.
“I’m not changing the name, it’s still Tae Kwon Do, being passed down and continuing to become an even better product,” G.K. Lee said in an interview with Martial Arts World News, explaining that G-Shim does not break with Korean tradition, but seeks to update it for today’s needs.
That philosophy shows up explicitly in the organization’s discourse on the difference between martial arts geared toward combat sport, like MMA, and the tradition GTMA claims for itself. For Lee, emphasizing only fighting hollows out the historical purpose of traditional martial arts, which always involved character, inner discipline, and the development of the whole person, not just the ability to defeat an opponent.
How GTMA Is Organized
GTMA’s licensing structure is divided into tiers. Schools that test fewer than fifty students per testing cycle are classified as clubs. From fifty-one students per cycle onward, they are considered schools. Both categories are entitled to use the organization’s intellectual property, its trademarks, and to take part in the training offered.
Beyond that core, there is an affiliate program aimed at schools that practice other styles, such as Krav Maga, Brazilian Jiu-Jitsu, or Karate, and that want to access GTMA’s benefits without adopting the G-Shim curriculum. It is a meaningful difference from other, more closed taekwondo organizations, GTMA explicitly states that it does not require use of its own curriculum as a condition for a business partnership.
The organization’s institutional narrative rests on three pillars: exclusive intellectual property, the G-Shim curriculum itself and the characters from the children’s Shadow Moogi program, for instance, business partnerships, with brands like FUJI Sports for uniforms and equipment, and with Carlos Machado Jiu-Jitsu for a licensed jiu-jitsu program, and what GTMA itself calls intangibles, events, community culture, and experiences like Global Celebration, its annual gathering.
The organization also maintains a nonprofit foundation, the H&L Hope Foundation, dedicated to granting subsidies to students or schools dealing with physical or cognitive disabilities.
The Second-Generation Grand Masters
In July 2022, GTMA promoted four of its Founding Chief Masters to the title of Grand Master, in a ceremony held during that year’s Global Celebration in Kissimmee, Florida. The group, nicknamed the Fab Four, brings together Todd Lee Droege, Stephen Westbrook, Daniel Longoria, and Marilyn Niblock, the latter the first woman to reach the title of Grand Master within the organization. Together, the four have more than two hundred combined years of martial arts experience.
This group, now listed as Founding Masters on GTMA’s official website, forms, alongside Grand Master Kathy Lee as president, the organization’s current leadership. And the group is about to grow again. Chief Master Ken Reynolds, currently GTMA’s Director of Instruction, tested this Thursday for 9th dan during Global Celebration 2026, which should bring him the title of Grand Master at next year’s event. It is a sign of an organization that, five years after its founding, is beginning to mature its own top-ranking figures, many of them coming, like G.K. Lee himself, from prominent positions within the ATA.
The ambassadors
As GTMA grows outside the United States, the figures responsible for representing the organization in each region gain importance. Two of them deserve special mention for Latin American readers.
Chief Master Sean Smith holds an 8th dan black belt in Taekwondo and a purple belt in Brazilian Jiu-Jitsu. Before joining GTMA, he held a prominent role within the ATA itself. Today he works as an instructor, motivational speaker, and marketing consultant specializing in the martial arts industry, combining traditional self-defense techniques with content focused on leadership and self-confidence.
Chief Master Ricardo Valiño, from Argentina, holds an 8th dan black belt and is GTMA’s official ambassador for South America. He also owns a school in Gainesville, Florida. His work already includes organizing regional championships, such as a Taekwondo Pan American event held in Argentina, which brought together competitors from countries like Argentina, the United States, Paraguay, Brazil, Uruguay, and Chile, under the watchful eye of Grand Master G.K. Lee himself.
Why This Matters for Readers in Brazil and Latin America
For Brazilian and Latin American schools weighing an international affiliation, GTMA’s experience illustrates a specific model within the universe of taekwondo organizations: a curriculum of its own, yet open to outside styles through its affiliate program, a licensing structure that does not charge different rates for large and small schools, and a narrative that tries to balance Korean tradition with a more modern business language.
GTMA’s official representation in Brazil today is centered on the @gtmabrasil account on Instagram, which describes itself as responsible for connecting instructors and academies to the organization’s tradition in the country. For anyone who wants to learn more about how to train or how to join, that is where the conversation starts.










